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Coisas que Só as Flores Sabem

  • Foto do escritor: Darah
    Darah
  • 25 de jun.
  • 1 min de leitura

As flores são, talvez, uma das mais belas ironias da existência. Frágeis, efêmeras, silenciosas e ainda assim, carregam em si o poder de marcar momentos eternos. Um buquê pode ser despedida, pedido de desculpas, celebração, ou amor que ainda não encontrou palavras. São linguagem sem linguagem. Ao mesmo tempo, flores nos confrontam com a ideia do tempo. Nascem, desabrocham, murcham — como tudo o que vive. Mas no curto intervalo em que florescem, vivem com uma intensidade que muitos outros seres vivos invejariam. Elas nos expõem à nossa própria carência de sentido. Oferecer uma flor é, no fundo, um gesto de humildade; nós as oferecemos esperando significar algo. Como se, no ato de entregá-la, pudéssemos transferir um pedaço da nossa alma: “não sei como explicar, mas isto aqui sou eu, tentando dizer.”

As flores não falam. Mas talvez por isso, dizem tanto.

Algum jardim em Braga, Portugal.
Algum jardim em Braga, Portugal.


 
 
 

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